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Case study · Turismo cultural

StoryPath

Uma app que faz os monumentos falar quando chegas.

PapelLead Product Designer
Duração6 meses
EstadoAo vivo em Vila Viçosa
ÂmbitoApp · Dashboard · Map Builder 3D
Ao vivo — visita storypath.pt ↗
StoryPath — Cada monumento tem uma história
Visão geral

Três produtos, um objetivo: deixar a vila falar.

Desenhei e construí três produtos que funcionam como um: uma app 3D para visitantes, um dashboard para a câmara, e um map builder que segura tudo. Se alguma parte parecer tecnologia, falhei.

A aposta: se a tecnologia sair do caminho, as pessoas ligam-se ao lugar. O piloto está a prová-lo: 9.180 visitantes e 1.190 percursos iniciados desde junho de 2026.
O problema

Património rico, experiência pobre.

Entra em qualquer posto de turismo e recebes o mesmo: um mapa de papel e uma pilha de folhetos. Dizem-te onde as coisas estão, nunca porque importam. Se não falas a língua, recebes ainda menos.

Atrás do balcão é pior. A vila não tem ferramentas para gerir nada disto, não tem dados sobre o que os visitantes realmente fazem, nem forma prática de criar um percurso e publicá-lo. Os turistas passam duas horas, tiram fotos e vão-se embora. A economia local mal dá por eles.

Uma mesa de posto de turismo coberta de folhetos
A solução

Então construí três coisas.

01

A App

A app faz quase nada, de propósito. Não há nada para instalar: lês um código QR e estás dentro do percurso, direto no browser. Caminhas; perto de um monumento o telemóvel vibra e a história começa. Sem conta, sem tutorial, sem app store.

Texto e áudio em 9 línguas Português English Español Français Deutsch Italiano Nederlands Polski 中文
A App — ecrãs de boas-vindas e de história
02

Map Builder

Os mapas normais otimizam para chegar de A a B o mais depressa possível. O património quer o contrário — quer que deambules. Esse conflito é a razão por que construí a ferramenta de mapas de raiz em vez de alugar uma.

As vilas modelam as ruas em 3D, colocam monumentos, associam histórias, desenham percursos. Sem código, sem fatura de fornecedor de mapas, sem licenças por tile — e a vila é dona do resultado, editando-o à medida que o lugar muda.

Sem código

Colocar um ponto, associar uma história, publicar. Um administrador nunca devia precisar de um manual — nem de um programador.

3D por defeito

A profundidade convida à exploração. Os visitantes seguem o interesse visual e descobrem monumentos que nunca procuraram.

Próprio, não alugado

Sem fatura de mapas, sem lock-in. O património do município continua a ser do município.

O mapa 3D de Vila Viçosa, ao vivo — arrasta para explorar. Isto é o produto real, embebido.

03

Dashboard Municipal

Onde a vila comanda: percursos, histórias, atualizações, números de visitantes. O meu teste para cada ecrã era simples: se precisa de manual, refaz-se.

Dashboard Municipal — visão geral
A entrada do dashboard — percursos, histórias e visitantes num relance.
Dashboard Municipal — gestão de conteúdo
Analytics — visitantes, percursos iniciados e concluídos, por rota e por monumento.
Heritage Unlock

Aproxima-te. A história acorda.

Um código QR ao início, e é a última vez que procuras alguma coisa. A partir daí, sem listas para vasculhar, sem ecrã para fixar: ao aproximares-te de um monumento, o telemóvel vibra e a história desbloqueia. A tecnologia fica no bolso e é o lugar que fala.

Cada desbloqueio é uma pequena recompensa que puxa o visitante para o próximo. A exploração torna-se a interface: é a vila, não a app, que decide o que acontece a seguir.

Proximidade, não navegação

O gatilho é a chegada. Ao visitante só se pede que caminhe.

Offline primeiro

O WiFi é pouco fiável em zonas históricas, por isso a PWA guarda tudo à entrada. Depois do QR, o desbloqueio nunca depende de sinal.

O momento do desbloqueio — a proximidade acorda a história
White-label para hotéis

O nome do hotel na porta. StoryPath por baixo.

Os hotéis oferecem o StoryPath aos hóspedes com a sua própria marca: as suas cores, o seu nome, o seu tom. Por baixo, o mapa e as histórias continuam a vir do património da vila.

O hotel ganha algo que nenhum concorrente tem, a vila ganha distribuição, o hóspede ganha as histórias. Ninguém precisa de saber que o StoryPath existe.

White-label — o mesmo produto a viver sob a marca de um hotel
Decisões-chave de design
Invisibilidade como feature

Zero fricção. Ler o QR, caminhar, e deixar a tecnologia recuar para a história aparecer.

Imersão 3D acima de utilidade

O mapa não otimiza para orientação — otimiza para desejo. Os visitantes seguem a profundidade visual sem dar por isso, descobrindo monumentos organicamente.

Cada monumento modelado a sério

Nada de pins rasos num tile de mapa. Cada marco existe como modelo 3D real, para que reconhecê-lo no mapa saiba a reconhecê-lo na rua. Esta é a fonte da praça da vila — pega-lhe.

Fonte da Praça, Vila Viçosa — arrasta para rodar
Resultados

Piloto em Vila Viçosa, ao vivo desde junho de 2026.

Um piloto de quatro meses: uma vila, zero orçamento de publicidade. Tinha de provar uma coisa — que as pessoas iam mesmo usar. Os números abaixo são ao vivo, e cerca de um em cada dois percursos iniciados é concluído.

9.180Visitantes
1.190Percursos iniciados
589Percursos concluídos
Artes do StoryPath em roll-ups e materiais de ativação
Artes em roll-ups e materiais de ativação dos percursos.
O que funcionou

Lições que moldaram o produto.

Fazer menos.

As pessoas preparavam-se para mais uma app complicada e receberam quase nada para aprender. Essa surpresa fez o nosso marketing por nós.

O mapa puxou a exploração.

As pessoas deambularam porque o mapa 3D lhes deu curiosidade, não porque uma lista mandou.

Offline primeiro.

O WiFi numa vila medieval murada é o que se imagina. Tudo funciona sem ele.

Histórias, não factos.

Narrativas de três minutos mantiveram as pessoas a ouvir com o telemóvel no bolso. Datas e dimensões nunca conseguiram isso.

Uma regra

Se o visitante repara na app, falhei.

Essa regra decidiu quase tudo. Matou features de que eu gostava, cortou ecrãs que já tinha desenhado, e resolveu todas as discussões sobre acrescentar "só mais uma coisa". O visitante fica com a vila. O administrador fica com uma ferramenta sem manual. O hotel fica com o nome dele na porta.

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